quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Sensaboria é opção

Qual a graça da vida, se não vivê-la? Parece clichê à primeira vista, mas parto do princípio que quanto mais repetitivo mais as pessoas decoram e, com fé, refletem. Com mais esperança ainda, passam a viver a vida de forma viva. Desde sempre se sabe que uma vida monótona é sinônimo de falta de vontade de viver. Nós, e somente nós, somos responsáveis por tal monotonia. A falta de segurança no Rio de Janeiro é preocupante, os assaltos tomam conta do asfalto, as drogas são um paradigma dentro da sociedade. E a solução? É se tornar escravo do medo? Ter medo de aproveitar o que tem de mais sagrado? Não pode ser. Arriscar é necessário e vale a pena, afinal, o que vai contar pros seus netos? Que sua juventude foi perdida? Só a sua foi. As pessoas da mesma geração iam à festas e boates, praias, comemorações de ano novo longe dos pais. Ou mentiria dizendo que foi a melhor fase de toda sua existência?Não condeno a mentira, ao contrário, acho necessária em certas situações. São verdadeiros hipócritas os que dizem o contrário, que atire a primeira pedra quem nunca mentiu. E mentira tem grau, sim. Quem sou eu para ditá-los, depende da verdade de cada um. A verdade também é relativa. Certeza não é sinônimo de verdade, nunca será.Veja a alegria nas menores coisas, num sorriso de uma criança que nunca vira na vida; num olhar de alguém que pede esmola na rua; no abraço da sua mãe quando voce volta daquele final de semana em Búzios; no beijo que seu irmão lhe deu dizendo que lhe amava; nas lágrimas do seu pai quando leu aquele cartçao que voce lhe deu no dia dos pais; nas ondas do mar quebrando; nas buzinas dos carros na hora do rush; no biscoito que seu amigo ofereceu...Não acredite em destino, faça o seu. Seja feliz, não plenamente porque não teria tanta graça. Uma coisa é certa: tudo depende da gente.Eu tenho muito orgulho de ser quem sou, e você? Acho que já consegue responder.